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Este Abril é de Revolta

Ainda ecoam nas ruas as vozes da revolta e da alegria de um povo que estava farto de ser roubado e explorado. Se é verdade que os tanques foram um peça fundamental para que se desse Abril, também é verdade que Abril só aconteceu porque as pessoas saíram à rua. Milhares saíram à rua sem medo de um futuro melhor e transbordantes daquela vontade ingénua, mas revolucionária, característica de um povo que desperta e se redescobre. A necessidade de uma Revolução sentia-se de norte a sul de Portugal até às colónias em África. Só faltava o rastilho para que o país se incendiasse de uma ponta à outra contra uma guerra que não era nossa.

Hoje o clima é semelhante. O imperativo pagamento da dívida pública ganhou contornos de guerra social. Submetem-nos a uma vida de pobreza que põe em causa a nossa dignidade e a nossa liberdade, fazem da democracia letra morta, e isto tudo em nome de uma dívida que não é nossa.

Homens, mulheres, estudantes, trabalhadores, reformados e pensionistas, ninguém escapa à voragem e à selvajaria dos bancos nacionais e estrangeiros que para se salvarem condenam países inteiros à fome e à miséria. Nem um tostão para a saúde e a educação! Vendam tudo! Dizem os vampiros do FMI, do BCE e da Comissão Europeia. É assim que estes embaixadores do retrocesso civilizacional pretendem resolver a crise. Mas afinal estes sacrifícios servem para quê? Para salvar o quê e quem?

Ora vejamos quem é que beneficiou com a entrada da Troika em Portugal (a lista é deveras grande):

– Os bancos BPN, BPP, BPI, Banif,…;

– José Sócrates e os seus amigos do PS;

– Passos Coelho e os seus amigos do PSD;

– Paulo Portas e os seus amigos do CDS-PP;

– Christine Lagarde e o FMI;

– Angela Merkel, Durão Barroso e a Comissão Europeia;

– Os grandes capitalistas franceses e alemães protegidos pelo BCE e o Euro;

– A Igreja Católica e as instituições de “caridadezinha” social.

E os benefícios dos nossos “salvadores” são mantidos à custa de quem e como? (façamos outra lista):

– Aumento da carga horária de trabalho;

– Aumento de impostos: IRS, IVA, IMI, …;

– Aumento do custo dos serviços essenciais: luz, água, gás, telefone, internet, habitação, transportes;

– Aumento das taxas de acesso dos serviços públicos: saúde, educação, justiça,…;

– Aumento da idade da reforma;

– Redução de salários;

– Despedimentos na função pública num país com mais de um milhão de desempregados;

– Privatização de serviços públicos: Serviço Nacional de Saúde, Universidades, Correios,…;

– Cortes na segurança social: subsídios de desemprego, reformas e pensões;

– Fim dos apoios estatais à cultura;

– Uma vaga de emigração como não se via desde o salazarimo (incentivada pelo próprio PSD);

– Uma dívida pública que não para de aumentar desde que a Troika aterrou em Portugal, como se pode confirmar pela notícia do Económico (20/12/12):

“A dívida pública de Portugal chegou aos 120,5% do PIB em Setembro, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Este valor é um máximo histórico e confirma a tendência de rápida subida da dívida portuguesa. Em Junho, a dívida estava nos 117,6% do PIB.

A crise financeira acelerou muito rapidamente o ritmo de crescimento da dívida das administrações públicas. No final de 2008, a dívida estava ainda nos 71,7% do PIB.”

– E os cortes, as privatizações e os aumentos continuarão até que não haja mais nada para vender neste país.

Se em 1974, a causa principal da crise portuguesa eram as colónias, hoje, a crise é consequência de sermos uma colónia do imperialismo financeiro com sede em Bruxelas. O poder que os bancos usufruem nesta União Europeia de capitalistas põe em causa a soberania dos países que foram empurrados para este poço sem fundo que é o Euro (veja-se o caso do Chipre). Esta UE subjuga todos os povos europeus aos interesses de uma classe de exploradores que parece não saber o que fazer para resolver a crise em que nos meteu. É caso para dizer: estamos nas mãos de loucos. E esses loucos estão nos parlamentos e nas televisões de todos os países desta Europa que não cumpriu o seu desígnio de ser solidária, justa e igualitária.

Quando se ouvem gritos de revolução em todo o norte de África e quando se vêem trabalhadores em luta desde Moscovo até Caracas é porque vivemos períodos de mudança. São sinais de que o mundo transforma-se e revolta-se. O 15 de Setembro e o 2 de Março são a prova viva que o povo e os trabalhadores portugueses também fazem parte deste grande movimento de transformação a nível internacional. Portanto não fiquemos para trás e voltemos às ruas no próximo dia 25!

Está na hora de construirmos outro país, outra Europa, outra economia e outra Revolução que nos devolva o futuro, a esperança e o progresso de Abril de 74.

1, 2, 3! Abril outra vez!

F. C.
17 de Abril de 2013

Não esquecemos, não nos calarão: Portugal 1953-1955

Em 1953, são condenados em Vendas Novas nove cidadãos acusados de atividades subversivas. Salazar domina completamente a situação com o Exército a garantir o regime, apesar da vaga de greves salariais no Alentejo e da actividade estudantil. 1953 é o ano do primeiro plano de fomento e também aquele em que o Governo decide dissolver a Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa.

Ruy Luís Gomes, ex-candidato à Presidência da República pela oposição é preso no Porto, em 1954, e acusado do crime de ter exigido negociações entre Portugal e a União Indiana. É um ano de grande actividade antifascista: são julgados vinte e três jovens em Grândola por angariarem assinaturas a favor da paz mundial e contra a guerra fria. Forças militarizadas cercaram as fábricas têxteis da Covilhã quando os seus operários se manifestaram solidários com 1600 grevistas da indústria têxtil do Porto. No plenário desta cidade são julgadas 21 operárias tecedeiras por terem provocado distúrbios nos locais de trabalho. José Afonso continua na tropa onde permanecerá até 1955. Neste mesmo ano em Julho, em Évora, os soldados protestam contra a perspectiva de um embarque para Goa. As autoridades anulam a partida. Na imprensa é o silêncio quanto a tais acontecimentos que não chegam também às casernas.

Fonte Livra-te do Medo, Estórias & Andanças do Zeca Afonso, de José A. Salvador

Porque os senhores de hoje, além de quererem apagar, à força, a história dos que lutaram no passado pela democracia, também querem calar os jovens e os trabalhadores que lutam no presente por um futuro sem PSDs, sem PSs e sem CDS-PPs.

F. C.
11 de Abril

Lisboa: Ato solidário com a manif internacional NO NOS VAMOS, NOS ECHAN

Juventud SIN Futuro convoca manif internacional contra a precariedade na juventude para dia 7 de Abril.

Juventud SIN Futuro convoca manif internacional contra a precariedade para dia 7 de Abril.

No próximo domingo, 7 Abril, pelas 18 horas, a Assembleia Popular 25 de Abril – Lisboa irá realizar, no Rossio, uma concentração em solidariedade com a manifestação internacional NO NOS VAMOS, NOS ECHAN, promovida pela plataforma ativista espanhola Juventud SIN futuro (JSF).

No site da manifestação podemos ler na declaração de intenções:

“Como venimos denunciando desde hace mucho tiempo, este no es país para jóvenes: su austeridad, sus políticas y su crisis nos obligan a irnos, cada día de una forma más evidente. Vuelven inaccesible la educación para miles de jóvenes y convierten el transporte público en un lujo para muchas inalcanzable. Asesinan a quien no puede pagar la hipoteca mientras enriquecen a quienes nos han llevado a esta situación, poniendo la “Democracia” al servicio de los mercados.”

“Y más allá de Europa, l@s jóvenes españoles están empezando a optar por otros destinos como Latinoamérica y Asia. Generalmente, los trabajos que realizan l@s jóvenes en el extranjero también se encuentran caracterizados por la precariedad, con jornadas laborales muy largas y sueldos muy bajos que no aseguran una vida digna, y menos un futuro.”

A JSF também indica que cerca de 300 mil espanhóis se encontram no “exílio laboral”, tendo sido obrigados a sair do país para procurar emprego. Convém relembrar que, só entre Junho de 2011 e Junho de 2012, emigraram 65 mil jovens portugueses e que o número de desempregados em Portugal já é superior a um milhão.

Este protesto vem confirmar mais uma vez que não é só aqui que a austeridade destrói o trabalho, a vida e a democracia dos jovens e dos trabalhadores. Em Portugal, tal como em Espanha, as políticas de austeridade ditadas pela Comissão Europeia condenam a juventude a uma vida ingrata de trabalho precário e sem condições. Políticas estas que têm como única finalidade pagar, com o dinheiro de quem trabalha, uma dívida que não foi contraída pelos jovens.

A ditadura dos bancos, a miséria, a fome e a emigração afeta-nos a todos, a nível internacional, por igual, por isso não te esqueças que a crise dos outros é também a nossa crise! É devido a esta necessidade urgente de união que a Assembleia Popular 25 de Abril apela à participação neste importante ato de solidariedade com a manifestação NO NOS VAMOS, NO ECHAM da JSF.

Arma-te com a tua indignação e traz a revolta para as ruas! São as nossas vidas que estão em perigo!

JUNTOS DAMOS A VOLTA A ISTO!

– Internacional: http://www.nonosvamosnosechan.net/ | https://www.facebook.com/events/218388871633198/
– Lisboa: https://www.facebook.com/pages/Assembleia-Popular-25-de-Abril-Lisboa/495850570472464 | https://www.facebook.com/events/171796239644472/

F. C.
3 de Abril, 2013

É preciso avisar toda a gente

É preciso avisar toda a gente que há alternativas a esta crise interminável. Que existem pessoas que lutam pela transformação desta sociedade dominada por políticos corruptos e banqueiros gananciosos. Que lutam por um mundo mais justo, livre e solidário.

É preciso avistar toda a gente que esta dívida não é nossa, mas que está a ser paga com o nosso dinheiro. Estão a pagá-la com o nosso serviço nacional de saúde, com as nossas escolas e universidades, com a nossa segurança social; estão a pagá-la com a nossa vida!

É preciso avisar toda a gente que o desemprego não para de aumentar, que os jovens não param de emigrar, que os reformados têm de escolher entre comer ou pagar as contas. Há crianças a passarem fome, porra!

É preciso avisar toda a gente que este país não pertence aos bancos, quer sejam eles portugueses ou alemães; este país pertence às pessoas que vivem e trabalham em Portugal; este país não pertence a um punhado de corruptos que roubam a seu bel-prazer e depois são convidados para falarem na televisão. Não terão vergonha?

É preciso avisar toda a gente que somos governados por criminosos que devem ser julgados e punidos pelos seus crimes. Que é intolerável a existência de uma democracia que recusa legalizar partidos por razões políticas e permite o roubo descarado de salários!

É preciso avisar toda a gente que o Equador, a Argentina e a Islândia suspenderam o pagamento da dívida e expulsaram o FMI. É preciso avisar que no Egito ocorreu uma revolução! É preciso avisar que na Grécia o fascismo cresce com a conivência da Comissão Europeia. Que maldita Europa é esta que permite o ressurgimento do fascismo?

É preciso avisar toda a gente que o 25 de Abril não foi um golpe de militares mas uma revolução de pessoas! É preciso voltar a sair às ruas sem ser sob o mando dos falsos amigos do povo! Quem fez a revolução não foi o PCP ou a CGTP, não foi o MFA ou o PS, foram os trabalhadores e a suas lutas diárias. Lutar é duro, difícil, até ingrato, mas é a única forma de isto andar para a frente!

O 15 de Setembro e o 2 de Março não foram feitos pelos Que Se Lixe a Troika mas pelas pessoas! Porque eles (QSLT) pouco fizeram. E sendo um pouco crítico: só um bando de líricos é que pode pensar que se derruba um governo a cantar! Camaradas, os vossos passeios fazem “mais mal do que bem” ao movimento popular.

É preciso avisar que o 25 de Abril é um dia para encher as ruas. É preciso avisar que o 1º de Maio não é da CGTP-IN. O 1º de Maio é mais do que um dia de celebração, é um dia para lutar, para encher as ruas e as praças!

Existem dias que não é preciso que alguém nos diga para sairmos às ruas. O 25 de Abril e o 1º de Maio são esses dias!

É preciso avisar toda a gente!

F. C.
1 de Abril, 2013

“Como vivem e lutam os trabalhadores”

Para Alemão Ver…

Nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, em Alverca, foram há tempo especializar à Alemanha alguns mecânicos; à partida, o director disse-lhe que cada um tinha 16 contos para gastar enquanto lá estivesse, recomendado que “não deixassem ficar mal o País”. Mas quando voltaram, passados dois meses, o director comunicou-lhes que ia passar a descontar nos salários 9 contos do dinheiro anteriormente abonado! Os operários recusam-se a dar um tostão, dizendo que não têm culpa que os salazaristas quisessem “fazer figura” na Alemanha.

Exploração Desenfreada na Têxtil

A fábrica “Simões”, de Lisboa, tem cerca de mil operários, na maioria mulheres. Eis alguns dados elucidativos das condições de exploração capitalista nesta grande empresa: as aprendizas ganham 10$80 e 12$50 por dia; são precisos 25 ANOS de casa para ter direito a 18 dias de férias! As empreitadas estão estabelecidas de tal forma que obrigam a um ritmo infernal para atingir os mínimos; as costureiras, por exemplo, que trabalham de empreitada, muitas vezes não conseguem sequer o salário normal, o que é um roubo, pois o contrato estabelece que, mesmo no trabalho à empreitada, o salário deve ser pago integralmente. Há aqui um encarregado chamado Saldanha que rouba descaradamente as operárias, mudando e elevando constantemente as normas, de moda a não pagar os prémios de produção. As operárias não podem sair de junto da máquinas nem falar uma com as outras. Aplicam-se multas por todos os defeitos de fabrico, mas depois a empresa vende as peças como boas, embolsando o dinheiro das multas. Quando as operárias protestam, os encarregados ameaçam com a polícia e com o despedimento.
Operárias da “Simões” – Sé a vossa falta de acção unida permite aos patrões roubarem-vos insaciavelmente. É preciso que os trabalhadores da “Simões” enfileirem decididamente na luta reivindicativa da classe operária de Lisboa, conquistando maiores salários e não consentindo a infame exploração actual”

Fonte Jornal Avante! Clandestino n.º 326 Fevereiro de 1963

Depois de ler este artigo de um jornal Avante! saído dos “saudosos” anos 60, que muita gente, incluindo gente democrata, parece querer recuperar à força – fenómeno bem visível na moda, mas que na economia também encontra os seus partidários com os novos keynesianos e estalinistas – pergunto aos partidários da democracia direta, essa nova caixa de pandora, o seguinte: afinal o que pretendem com essa nova democracia? Resolver que problemas? Eliminar a corrupção? Combater a carestia de vida? Acabar com a exploração? Relançar a economia? É certo que – vista de longe – a ideia de um parlamento composto por cidadãos independentes é aliciante, mas daí surge outra dúvida: onde estão os cidadãos independentes? Será que existem? Têm de admitir que há qualquer coisa de sebastiânico no vosso projeto.

Parece-me que os que falam em independência são sempre aqueles que têm mais interesse nisso, ou seja aqueles que esperam lucrar alguma coisa com essa independência o que, segundo a lógica, os faz dependentes de alguém, logo não enganam ninguém. Confusos? Ficaremos ainda mais se considerarmos independentes um Durão Barroso ou um José Sócrates. Estes dois políticos são um belíssimo exemplo de independência porque, apesar de pertencerem a partidos, sempre pensaram unicamente em si e, sendo mais preciso, nas suas contas bancárias. Pois se analisarmos os seus percursos, em ambos os casos estes homens, com a maior das calmas, abandonaram os seus partidos no “lodo político” para seguirem os seus interesses pessoais, provocando autênticas crises de liderança entre as suas comadres! Ou seja portaram-se como verdadeiros independentes! É verdade ou não é? Por estas razões eu considero que a suposta questão da independência dos deputados é uma falsa questão que não irá resolver nada.

Está mais do que visto que a causa da exploração e da desigualdade provém do sistema económico em que vivemos (o capitalismo) e não do protótipo de governo que se tem (democracia parlamentar, monarquia constitucional ou governo de partido único). Portanto é utópico desejarmos um parlamento que miraculosamente resolva os problemas do país e dos trabalhadores! Era bom que mudando as pessoas as coisas também mudassem mas não é bem assim, pois enquanto vivermos numa economia capitalista qualquer decisão que se tome estará subordinada aos interesses dos verdadeiros senhores da economia: os bancos. Por isso, qualquer que seja a democracia que tenhamos essa só será verdadeiramente consequente e democrática se nós, os trabalhadores e as trabalhadoras, controlarmos a economia.

Agora em jeito de conclusão. Não é nada de espantoso descobrir que os trabalhadores portugueses eram explorados durante o salazarismo. Mas, digamos, que é em tudo escandaloso descobrir que os trabalhadores portugueses continuam a ser explorados, de maneira muito semelhante, sob um regime que se diz democrático e pluralista – a entrevista, em baixo, feita ao camarada Alcides Santos é a prova viva disso. (Clicar na imagem para ampliar)

alcides

F. C.
30 de Março, 2012

A primeira pedra

Depois de deliberar sobre a forma mais correta de escrever trotskista, que para quem não sabe é um ponto de discórdia entre trotskistas*, nasce finalmente O Trotskista. Este blogue será a continuação do trabalho feito n’A Chinesa mas desta vez sob a bandeira da Quarta Internacional.

Não considero que Mao Tsé-tung tenha sido um reacionário mas os seus seguidores obviamente que são. Por isso é melhor separar as águas e afastar-me de qualquer motivo que levante dúvidas quanto à natureza ideológica do blogue: O Trotskista é trotskista, ou um seja seguidor do pensamento marxista revolucionário e das tradições do partido bolchevique-leninista.

A verdadeira crise da humanidade não é económica mas sim política. Enquanto os líderes do movimento operário não tomarem consciência da força transformadora da classe que defendem e evitarem, constantemente e cobardemente, a tomada do poder, eles serão tão ou mais traidores que os capitalistas, e os seus aliados, e terão de ser julgados e afastados dos seus lugares.

O Trotskista compromete-se, desde já, em contribuir, com o seu sangue e o seu génio, para a revolução socialista e estará sempre do lado da classe trabalhadora, pois só ela será capaz de transformar o mundo e conduzir a humanidade para uma nova época de desenvolvimento e progresso: é o seu papel histórico.

Só seguindo os ensinamentos dos verdadeiros revolucionários – K. Marx, F. Engels, V. Lénine e L. Trotsky – e construíndo uma nova Internacional Revolucionária sobre as bases da Quarta Internacional poderemos ultrapassar esta crise final do capitalismo. Sem uma organização operária, revolucionária e unitária, arriscamo-nos a marcar passo durante longas décadas de crise, fome e miséria. O exemplo da Grécia é bem elucidativo disso. E a incapacidade dos trabalhadores portugueses e espanhois de derrubarem os seus governos também!

Mais do que indignação é preciso combatividade. Mais do que discursos inflamados é preciso teoria. É preciso estudarmos os mestres. É preciso politizar, politizar, politizar. Um período revolucionário não surge do vácuo mas do grau de consciência política dos trabalhadores. As tarefas dos trotskistas portugueses passam pela urgente educação da classe trabalhadora. Nesse sentido este blogue é apenas mais roda dentada nessa grande engrenagem que é a revolução socialista.

Quem quiser contribuir com artigos ou comentários está à vontade, basta usar o formulário em cima para entrar em contacto.

Trotskistas, estudem! Trotskistas, eduquem! Trotskistas, lutem! Construamos uma nova Internacional Revolucionária!

F. C.
16 de Março, 2013


*trotskysmo ou trotskismo?

Trotsky ensina…

“Podemos colocar a questão da seguinte maneira: como podem os capitalistas aumentar a exploração dia após dia se se enfrentam com a radicalização das massas? Justamente a carência de espírito combativo é o que permite intensificar a exploração.”

Fonte O “Terceiro Período” dos Erros da Internacional Comunista, de Leon Trotsky

Que conseguiu a CGTP-IN com as suas lutas? Praticamente nada, exceto algumas pequenas concessões setoriais que serão retiradas logo na primeira oportunidade. Está na hora de pensar, e combater, por fora dos “aparatos” tradicionais.