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Verão, seremos a Revolução!

Junho 24, 2013
O 15 de Setembro foi um ponto de viragem histórico

O 15 de Setembro foi um ponto de viragem histórico

Contra os reformistas de ontem, contra os oportunistas de hoje, contra os salazaristas de amanhã. O que cresce neste país, ainda que inconscientemente, chama-se Socialismo e não é francês, grego ou alemão, é internacional! Se os tempos não dão tréguas ao otimismo é somente porque a nossa ideia, a nossa luta, lhes mete medo. Muitos discursos iremos ouvir apelidando os trabalhadores portugueses de preguiçosos, incompetentes, ou até intransigentes; de esquecerem os interesses da nação ou de prejudicarem o desenvolvimento da economia. Observações mentirosas, sem fundamento algum, que tentam justificar a construção de um regime semi-fascista, de uma democracia musculada ou de um estado de exceção. Tudo nomes que mascaram a realidade de opressão e exploração desenfreada que se vive neste país, semi-colonizado, onde pobres já nós somos mas agora querem fazer-nos passar por burros. Já dizia o outro: isto anda tudo ligado.

Que todos os trabalhadores tenham consciência que os interesses da nação, para os partidos que nos governam há mais de 30 anos, são os interesses do Banco Central Europeu e do imperialismo franco-alemão. Daí termos entrado nesta União Europeia, daí nos manterem masoquisticamente atrelados a esta Europa medieval. Isto porque os políticos da laia da Merkel não querem a nossa saída do Euro – veja-se o caso da Grécia – porque assim, em vez de nos explorarem, teriam de explorar 300 ou 400 vezes mais a classe trabalhadora alemã. E uma revolta dos trabalhadores alemães não é exatamente a mesma coisa que uma revolta dos trabalhadores portugueses ou espanhóis. Não que sejamos inferiores mas o peso económico dos trabalhadores alemães é também 300 ou 400 vezes mais relevante que o nosso. Uma greve geral na Alemanha afetaria toda a Europa despoletando – aí sim – uma verdadeira Revolução a nível europeu. Por isso, devemos analisar, sempre, as nossas lutas em comparação e tendo em atenção a economia do nosso país.

Que o Brasil e a Turquia são exemplos inspiradores, é inegável, mas não esqueçamos que não somos, nem de perto nem de longe, o Brasil e a Turquia. Pois os trabalhadores brasileiros e turcos encontram-se numa etapa diferente da Revolução Mundial. As tarefas da classe trabalhadora portuguesa são bem mais ambiciosas e determinantes para o Mundo que as exigências democráticas dos povos turco e brasileiro. Aqui luta-se para sair do Euro, lá luta-se contra a construção de um centro comercial; aqui luta-se pelo relançamento da indústria, da agricultura e das pescas, lá luta-se pela estatização do transporte público. Como se vê, são objetivos substancialmente diferentes.

A Greve Geral, de 27 de Junho, é apenas mais um dia de luta e não devemos desanimar se não corresponder às nossas expectativas. Temos todos a noção que esta greve se encontra deslocada no tempo e que devia ter sido marcada logo em Março, depois do 2M. Os trabalhadores devem, portanto, fazer uma crítica profunda ao modo como são marcadas as greves e os protestos. Devem exigir explicações às direções dos seus sindicatos e devem promover discussões pela base onde reine a mais ampla democracia. Quanto a nós, trotskistas portugueses, e restantes ativistas socialistas, cabe-nos a tarefa de mostrarmos o nosso firme apoio às verdadeiras forças de esquerda e sair à rua sempre que seja necessário. (Sair à rua em tempos críticos de redução de produção é mais eficaz que greves. Aprendamos com o povo brasileiro.)

Termino reforçando esta ideia: não podemos desesperar. Não agora, que este país assistiu, no 15 DE SETEMBRO, à maior manifestação de massas desde o PREC (1974-75). Que doutra prova precisamos para considerarmos que a Revolução Mundial voltou à ordem de trabalhos? Com isto em mente, façamos o nosso trabalho de revolucionários socialistas.

Fim dos discursos derrotistas e centristas!

Frente de Esquerda contra a Troika!

Referendo à permanência no Euro!

F. C.
24 de Junho, 2013

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