Skip to content

Intervenção de Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN (16 Junho, Lisboa)

Junho 17, 2012

Camaradas,

No final deste mês assinala-se um ano de Governo PSDCDS. Um ano de destruição massiva de postos de trabalho e de definhamento do sector produtivo, um ano em que o desemprego realjá afecta mais de 1 milhão de trabalhadores e a precariedade atinge uma dimensão insustentável, um ano de redução do poder de compra dos salários e das pensões e de carestia de vida, um ano de roubo aos subsídios de férias e Natal dos trabalhadores e reformados da Administração Pública e do SEE.

Um ano de exploração e empobrecimento, de aumento da desigualdade e da pobreza, de aumento da dependência externa e da dívida, de perda de soberania. Um ano de austeridade e sacrifícios para o povo e de abastança para as empresas do PSI/20, que só no 1o trimestre do ano, tiveram mais de 1.200 milhões de euros de lucro.

Um ano bom para os negócios do FMI, do BCE e da UE, mas negro para os trabalhadores, o povo e o país. Esta é a política que, tendo falhado na Grécia, não terá sucesso em Portugal. Assim, não é por acaso que, em vésperas das eleições gregas, há gritos de alerta dos que defendem a austeridade e utilizam a chantagem para que o povo grego vote nas políticas que conduziram ao cataclismo actual. Mas não é pela sorte do povo grego que temem: o que eles temem são os efeitos sobre a zona euro. O que eles querem é vergar os gregos pelo medo. Por isso, a este povo que tanto tem lutado, enviamos uma calorosa saudação solidária, assegurando-lhes que, lá como cá, não nos resignamos, pelo que vamos prosseguir e intensificar a luta, contra a ingerência e as políticas de desastre que sustentam e se alimentam da crise do sistema dominante, para pôr em causa a soberania e a democracia e atacar liberdades, garantias e direitos humanos básicos que respeitam à vida e ao bem-estar dos povos.

Neste quadro, é vergonhoso que, em Portugal, alguns falem de solidariedade e da ajuda da tróica, quando os juros do empréstimo davam para pagar o salário médio (805€/líquido) a mais de 3 milhões de trabalhadores durante 1 ano. Que ajuda é esta, que nos põe a pão e água e não respeita a nossa soberania? Que ajuda é esta, que não nos deixa trabalhar para criar riqueza e produzir mais para desenvolver o país? Que ajuda é esta, que põe em causa a vida dos idosos, por não terem dinheiro para comprar medicamentos indispensáveis para a sua sobrevivência? Que ajuda é esta, que obriga os estudantes a abandonar as universidades por os pais não terem dinheiro para pagar as propinas? Que ajuda é esta, que nos arrasa com sucessivos sacrifícios, ao mesmo tempo que aumenta as facilidades concedidas aos banqueiros, que têm acesso ao financiamento pelo BCE a uma taxa de 1%, para o aplicarem em operações especulativas?

Isto não é ajuda, é agiotagem pura e dura!!!

(…)

Camaradas,

O Governo do PSD-CDS e dos grandes grupos económicos e financeiros, insistem que o programa de agressão, a que eufemísticamente chamam de ajuda, é para cumprir. Mas, ao contrário do que alguns pensavam, aumentam as vozes de censura e de protesto dos que a ele se opõem, e reclamam como inevitável uma política alternativa, assente nos interesses e na soberania nacionais, que promova um modelo de crescimento económico ancorado num forte e moderno aparelho produtivo, que preserve e crie emprego de qualidade nos sectores privado e público.

Por isso, eles têm medo que os trabalhadores e o povo percam o medo.

Mas nós não temos medo de lutar por aquilo a que temos direito.

Pelo direito ao trabalho e ao trabalho com direitos.

Pelo aumento dos salários e das pensões de reforma.

Pela defesa da Segurança Social, pública, universal e solidária, contra a redução da taxa social única e o plafonamento que, mais não visa, que a sua privatização.

Pela defesa do Serviço Nacional de Saúde geral e gratuito, contra o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa.

Pela defesa de uma Escola Pública de qualidade e inclusiva, contra os mega agrupamentos que degradam o ensino e abrem a porta ao despedimento de milhares de profissionais.

Pela defesa das empresas públicas de transporte colectivo e do serviço social que prestam às populações, contra a privatização da sua gestão.

Pela defesa do poder Local Democrático, construído por Abril, contra a extinção de freguesias e a eliminação de serviços públicos de proximidade prestados às populações.

Contra a lei das rendas, que visa facilitar os despejos, aumentar as rendas de cada e criar condomínios de luxo para os ricos, nas zonas nobres das cidades.

Existem alternativas!

É preciso coragem e vontade política de optar pelo futuro da maioria do nosso povo e afrontar os escandalosos privilégios daqueles que tudo querem e tudo abocanham!

(…)

 INTERVENÇÃO COMPLETA DE ARMÉNIO CARLOS (pdf) 

Anúncios

From → O Tudo e o Nada

Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: