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“A função da arte nas diferentes épocas.”

Maio 3, 2012

A arte faz parte das superestruturas, e como tal está ligada a interesses de classe.

“Não existe, na realidade, arte pela arte, arte para além das classes nem arte que se desenvolva fora da política ou independentemente dela. A literatura e a arte proletárias fazem parte do conjunto da causa revolucionária do proletariado” (Mao Tsé-Tung, Intervenção nas Conversações Sobre a Literatura e a Arte no Ienão, em Maio de 1942).

Nas diferentes épocas históricas que conhecem a exploração do Homem pelo Homem, a arte possui um carácter de classe. Exalta para a classe dominante, a ordem social estabelecida e exprime para os oprimidos a revolta, que sob a forma utópica do sonho de um regresso à idade de ouro, quer tomando uma forma profética e pré-figurando os contornos de um futuro melhor.

No que respeita ao talento artístico, a divisão do trabalho no sistema capitalista arrasta a sua concentração exclusiva em alguns indivíduos e a sua sufocação na grande massa. E, por acréscimo, as considerações de ordem comercial conduzem à limitação ou ao impedimento da difusão de determinadas grandes obras artísticas em proveito de obras comerciais lisonjeando as mais baixas paixões do Homem. Procurar-se-á alcançar o máximo de pessoas, e, para isso, esforços serão feitos para reflectir os gostos que se supõe serem os mais largamente difundidos. Parte-se dos conformismos reinantes. E o resultado será reforçá-los.

Da mesma maneira, certas considerações políticas paralisam a difusão de obras progressistas ou de vanguarda de grande valor artístico.

5. A instauração do socialismo e a arte.

A instauração do socialismo cria as condições de um desabrochamento sem precedentes da cultura e das artes:

“1º – pondo fim a um regime que faz dos valores artísticos valores mercantis;

“2º – permitindo ao artista deixar de estar em oposição com o mundo que vive, mas, pelo contrário, de acordo fundamental com ele;

“3º – oferecendo a cada Homem, a cada criança, todos os meios para desenvolver plenamente todas as riquezas humanas que traz em si e, por isso mesmo, a possibilidade de ter acesso à compreensão de todas as obras da cultura e das artes” (Garaudy).

Como escrevia Marx, por seu lado: ” No que diz respeito ao trabalho produtivo, os organizadores do trabalho não pensam que cada um deva poder substituir Rafael, mas que aquele que traz em si um Rafael deva desenvolver-se livremente.”

Fonte O Marxismo-Leninismo, de Jean Roux 

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From → O Tudo e o Nada

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