Skip to content

Citações de Mao #3

Abril 21, 2012

O liberalismo manifesta-se sob diversas formas:

Constatamos que alguém está a agir mal, mas, como se trata dum velho conhecido, dum conterrâneo, dum condiscípulo, dum amigo íntimo, duma pessoa querida, dum antigo colega ou subordinado, não nos empenhamos numa discussão a respeito dos princípios e deixamos andar as coisas com a preocupação de manter a harmonia e a boa amizade. Ou então, para mantermos essa boa harmonia, não fazemos mais do que críticas ligeiras, em vez de irmos ao fundo das coisas. O resultado é que assim faz-se mal tanto à colectividade como ao indivíduo. Eis uma primeira foram de liberalismo.

Em privado, entregamo-nos a críticas irresponsáveis em vez de fazermos, activamente, sugestões à organização. Não dizemos nada de frente às pessoas, mas falamos muito pelas costas; calamo-nos nas reuniões, mas falamos a torto e a direito fora delas. Rimo-nos dos princípios da vida colectiva e deixamo-nos levar pelas inclinações pessoais. Eis uma segunda forma de liberalismo.

Desinteressamo-nos completamente por tudo que não nos afecte pessoalmente; mesmo quando tempos plena consciência de que algo não vai bem, famos disso o menos possível; deixamo-nos ficar sabiamente numa posição coberta e temos como única preocupação não ser apanhados em falta. Eis uma terceira forma de liberalismo.

Não obedecemos a ordens, e colocamos as nossas opiniões pessoais acima de tudo. Não esperamos senão atenções por parte da organização e desegrada-nos a sua disciplina. Eis uma quarta forma de liberalismo.

Em vez de refutar e combater as opiniões erradas, no interesse da união, do progresso e do bom cumprimento do trabalho, entregamo-nos a ataques pessoais, buscamos conflitos, desafogamos o nosso ressentimento, procuramos vingar-nos. Eis uma quinta forma de liberalismo.

Escutamos opiniões erradas sem elevarmos uma objecção e deixamos até passar, sem informar sobre elas, expressões contra-revolucionárias, tomando-as com tranquilidade, como se de nada se tratasse. É uma sexta forma de liberalismo.

Quando nos encontramos entre as massas, não fazemos propaganda nem agitação, não usamos da palavra, não investigamos, não fazemos perguntas, não tomamos a peito a sorte do povo, ficamos indiferentes, esquecendo-nos de que somos comunistas e comportando-nos como um cidadão qualquer. É uma sétima forma de liberalismo.

Vemos que alguém comete actos prejudiciais aos interesses das massas, mas não nos indignamos, não o aconselhamos, não impedimos a sua acção, não tentamos esclarecê-lo sobre o que faz, e deixamo-lo prosseguir. Essa é uma oitava forma de liberalismo.

Não trabalhamos seriamente, mas apenas para cumprir formalidades, sem plano e sem orientação determinada, vegetamos – “enquanto for sacristão, contentar-me-ei com o tocar dos sinos”. Essa é uma nona forma de liberalismo.

Julgamos ter prestado grandes serviços à revolução e damo-nos ares de veteranos; somos incapazes de fazer grandes coisas, mas desdenhamos as tarefas pequenas; relaxamo-nos no trabalho e no estudo. Eis uma décima forma de liberalismo.

Cometemos erros, damo-nos conta deles, mas não queremos corrigi-los, e damos assim uma prova de liberalismo com relação a nós próprios. Eis a décima primeira forma de liberalismo.

“Contra o liberalismo” (7 de Setembro de 1937),
Obras Escolhidas. Tomo II

Fonte Citações do Presidente Mao Tsetung

Anúncios

From → O Tudo e o Nada

Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: