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Mais Europa, Não!

Abril 13, 2012

União Europeia, uma ameaça à democracia

(…)

A brutal ofensiva no plano social é acompanhada por um ataque cerrado contra a soberania dos povos e os princípios da democracia. Os adeptos do federalismo procuram esconder que sem respeito pela soberania de cada Estado e pela vontade de decisão de cada povo não há democracia possível. 

Convêm não esquecer que todo o porcesso de integração da UE tem fugio da democracia como o diabo da cruz. Quantas decisões importantes foram tomadas no silêncio dos gabinetes, proibindo-se referendos e consultas populares? Quantos processos eleitorais em que os eleitores votaram contra as propostas da UE foram repetidos até o resultado bater certo com os objectivos desejados?

No momento em que a “troika interna” se acolita na Assembleia da República para ratificar o chamado “tratado orçamental”, é imperativo lembrar que o principal objectivo do salto federal que se prepara não é só a redução do défice mas, com o pretexto da diminuição da dívida, fazer pagar à esmagadora maioria do povo os efeitos da crise, obtendo assim uma alteração fundamental da distribuição da riqueza produzida a favor do grande capital. Na lógica imperialista, o preço da mercadoria trabalho terá de baixar para um nível insuportável para quem trabalha em todos os estados na UE. É uma mentalidade de campo de concentração e de trabalho escravo que se pretende legalizar com a palavra de ordem “mais Europa”. 

Quanto mais o processo de integração da UE avança mais os povos atingidos se apercebem do carácter subversivo e antidemocrático de integração capitalista na Europa e da existência de golpe de Estado permanente contra os próprios princípios dos parlamentarismo.

Hoje é fácil de verificar como o PCP, pela voz do seu então Secretário-Geral, Álvaro Cunhal, tinha plena razão quando avisou: “Com estruturas federativas e um governo central de facto, com políticas comuns impostas pelos países mais desenvolvidos e poderosos, com a transformação dos países menos desenvolvidos em países periféricos sem política própria, com a aceitação passiva e submissa a uma NATO autónoma comandada pelos Estados Unidos e arrastando os povos para guerras criminosas – esta nova Europa abafa e liquida a soberania dos estados menos desenvolvidos, não serve os interesses do povo e da nação portuguesa” (A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril, 1999, p. 321).

(…)

Rui Paz

Fonte Jornal Avante! 12.4.2012 

 

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From → O Tudo e o Nada

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